quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Na guerra

A morte que foi, sem dúvida, ao longo dos tempos, considerada mais heróica é a que acontece na guerra, a defender a pátria. As vítimas deste fim têm direito a funeral pago pelo estado, uma medalhinha para a família e, se a sua morte for uma façanha realmente grandiosa, serão heróis nacionais relembrados ao longo dos séculos. Mas o que diriam de alguém que atravessasse as linhas inimigas de um extremo ao outro, para depois o cavalo escorregar e caírem os dois de um precipício, o corcel sobre o ginete? Seria de facto um herói, pelo que fez, mas não teriam de abafar o ridículo de alguém que aguenta com todos os inimigos, mas não com o (peso do) próprio cavalo? De alguém que não é deitado a baixo por centenas de espadas e baionetas, mas não vence um pedaço de lama?

Comentem, leitores, porque uma característica que eu quero que caracterize este blog é a interacção entre leitores e membros, digam o que pensam destas mortes, sugiram as vossas

2 comentários:

Isaac disse...

O mais que posso dizer é que, o nosso «heroi», deveira aprender a montar a cavalo antes de andar por aí.

ASL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.